E quando não existe posse, o que resta do amor?

"Só amamos aquilo que não possuímos inteiramente"
A Prisioneira - Marcel Proust
Se você notou algo de "errado" nos relacionamentos que vive ou já viveu:
LEIA COM ATENÇÃO!
A propriedade é, de certa forma, o início do capitalismo e também do patriarcado: os sistemas que atravessam nossas vidas. Talvez por isso, inclusive, você nem conheça o amor sem a posse, porque o que viveu até hoje foi sempre as duas coisas juntas.
Fizeram você acreditar que o casamento é a prova máxima do amor por alguém. No entanto, com ou sem amor, o casamento, em essência, sempre foi uma convenção social, um organizador da vida coletiva. E não apenas da vida em sociedade, mas da sua própria vida.
Ao pedir alguém em casamento ou em namoro, assim como ao aceitar esse pedido, oficializa-se uma relação para o mundo e para si mesmo. Na maioria das vezes, os acordos vêm com a premissa de que vocês devem ser tudo um para o outro:
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Amigo (a)
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Parceiro (a) sexual
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Projeto de vida
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Companheiro (a)
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Cuidador
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Fonte de reconhecimento, intimidade, apoio emocional e validação.
Essa deve ser, sem dúvida, a sua relação prioritária. Se houver outras pessoas importantes na sua vida, mas que representem algum “risco” para essa nova relação, elas precisam ser eliminadas: amigos, amigas, ex-parceiros... Qualquer vínculo que esteja "abaixo" do status "namoro" e casamento precisa, por uma moral social, ser abandonado.

AS METADES DA LARANJA...
Como se não bastasse, esse formato de relacionamento é visto, ainda, como parte do estágio natural do amadurecimento humano. De tal modo que, se você envelhece e não oficializa uma relação, um casamento preferencialmente, supõe-se que, de alguma forma, você esteja em um estágio abaixo desse desenvolvimento ideal.
Aliás, você já parou para pensar no quanto de energia gasta com esse setor da sua vida? Uma sensação constante de que tem algo faltando quando você não está com a tal "metade da laranja", o "amor da sua vida".
MENTORIA
PARA QUEM?
Para quem valoriza profundamente a autonomia e a liberdade subjetiva.
Para quem recusa a lógica da posse e da dependência emocional como provas de amor.
Para quem se sente sufocado(a) pelo namoro ou casamento convencional e quer desconstruir as amarras do patriarcado.
Para quem deseja acolher a sua própria complexidade.
Para quem busca um espaço seguro e sem julgamentos para expandir outras possíveis formas de amar e viver.
com Thaix Valli
"Te convido a acolher as suas contradições sem julgamentos, a desconstruir as verdades que já não te servem mais e a redesenhar a sua própria forma de amar e desejar."
O QUE NÃO É A MENTORIA?
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Não é manual de regras de "certo" e "errado".
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Não é fórmula de comportamento.
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Não é incentivo à término ou formato específico de relacionamento.
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Não é um julgamento sobre a sua forma de amar: seja ela qual for.
"Se você busca um manual de regras para controlar o outro ou a fórmula mágica para o relacionamento perfeito, a mentoria NÃO é para você"

Quem sou eu ?
THAIX VALLI
Prazer em te receber!
Me chamo Thaix Valli e academicamente sou mestre em neurociências pela UFF, estudo medicina na UFV e também me dedico diariamente à filosofia, ao autoconhecimento e à investigação da sociedade.
Ao longo da minha trajetória acadêmica e pessoal descobri que, enquanto estivermos presos ao ideal de relacionamento que projetamos e ao rótulo que damos a ele (ficante, namoro, casamento), deixamos de vivenciar a experiência real do encontro.
Ao mesmo tempo, quando olhamos para a história e para a cultura, conseguimos enxergar as estruturas e, mais ainda, por quem elas foram construídas e a quem elas servem.
Assim, descobri que é preciso ferramentas para desarmar a posse, o medo da perda e reconstruir o desejo. Só quando usamos o autoconhecimento a nosso favor, somos verdadeiramente capazes de construir laços profundos, sem abrir mão de quem somos e sem transformar amor em prisão.

Amor não é dependência, nem posse.
Amor é abundância: ele expande, não limita.
Quando amamos, nos tornamos mais humanos, e isso ecoa em tudo:
na natureza, na sociedade, na vida.
Existem outras formas de viver: existem milhares delas.
